sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ela o odiava. Mas ela o odiava a cada segundo que passava. Cada coisa que ele falava, a irritava. Cada pequena mania que ele tinha, a deixava uma pilha de nervos. Cada sorriso que ele dava, a deixava enjoada. Cada olhar que ele lhe transmitia, a deixava zonza. Ela odiava quando ele tinha ciúmes dela, e quando desvendava seu humor sem ao menos dizer um oi. Ela odiava quando ele insistia em pegar sua mão e como vivia querendo chamar sua atenção de alguma forma. Ela odiava muito quando ele insistia no que estava acontecendo com ela apesar de todos os “Tô bem.” que ela lhe disse. Ela odiava como ele mandava ela tomar o remédio quando dizia que estava gripada, e quando perguntava se queria que ele a levasse no hospital quando dizia que estava mal. Ela odiava até o jeito como ele se preocupava tanto. “Parece até meu pai, vive no meu pé”, ela vivia dizendo pra ele. “Só quero cuidar de você”, ele respondia com um sorriso bobo. Ela também odiava esse sorrisinho. Aquele que insistia em deixar as suas pernas completamente bambas. Odiava até a voz dele, por sempre a deixar tão calma. Ela também odiava tudo que lembrava ele. Não apenas isso, mas como tudo que lembrava o que ele fazia, falava, pensava ou escutava. Ela detestava saber que seria capaz de dar sua vida por aquele garoto tão chato e irritante. Ela detestava o fato de ainda precisar dele todo santo dia perto para fazê-la sorrir independente do seu humor. Ela detestava o fato de ainda depender daquele maldito filho da puta até para viver. Porque como eu disse, ela o odiava. Mas o odiava por amar tanto.

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